Pular para o conteúdo principal

Supremo adia para junho julgamento sobre redes sociais

 


O Supremo Tribunal Federal (STF) adiou para junho, em data ainda a ser definida, o julgamento sobre a responsabilidade das redes sociais por conteúdos ilegais publicados em suas plataformas. O tema estava pautado para esta quarta-feira (17) no plenário, mas teve a análise adiada a pedido dos relatores, os ministros Dias Toffoli e Luiz Fux.

A caso havia sido pautado para julgamento em meio ao impasse no Congresso a respeito do chamado Projeto de Lei das Fake News, cuja votação foi adiada na Câmara após forte campanha de empresas de tecnologia contrárias ao projeto, que na véspera da análise pelos parlamentares disseminaram críticas ao PL. 

Além das consequências políticas, plataformas como Google e Telegram são investigadas por suposto abuso de poder econômico no caso. Uma investigação foi aberta no Supremo, por ordem do ministro Alexandre de Moraes e a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR). O Conselho Administrativo Econômico (Cade), que fiscaliza o cumprimento de regras concorrenciais, também apura a conduta das empresas.

Ainda não há data para que o tema volte ao plenário da Câmara, diante da dúvida se o PL das Fake News conseguirá votos suficientes dos deputados para ser aprovado. No Supremo, a percepção dos ministros é que o caso deve ser tratado preferencialmente pela via legislativa, mas que o tribunal deverá agir para preencher eventual omissão do Congresso.

Para isso, o Supremo deverá julgar dois recursos com repercussão geral - cujo desfecho deverá servir de parâmetro para os demais casos semelhantes - que questionam o artigo 19 do Marco Civil da Internet. O dispositivo dispensa as plataformas de redes sociais de responsabilização caso não removam publicações de usuários que sejam flagrantemente ilícitas.


Desde os atos golpistas de 8 de janeiro, planejados e executados com auxílio de aplicativos de mensagens e redes sociais, diversos ministros do Supremo têm se posicionado publicamente em defesa da regulação dessas plataformas, de modo a conferir grau de responsabilidade às empresas que as administram se elas não agirem para impedir a disseminação de mensagens antidemocráticas.


O tema tem peso diferenciado para o Supremo, cuja sede foi a mais depredada pelos vândalos que invadiram as sedes dos Três Poderes no 8 de janeiro. A maioria dos ministros da Corte está convencida de que o episódio poderia ter sido evitado se o uso das redes sociais já tivesse sido melhor regulamentado no país.

Desde a eleição presidencial de 2022, ministros como Alexandre de Moraes e Gilmar Mendes pressionam para que o Congresso aprove lei a respeito do assunto. Após o 8 de janeiro, ministros como Rosa Weber, Edson Fachin e Luiz Fux também passaram a se manifestar mais abertamente nesse sentido.

O julgamento sobre o Marco Civil da Internet foi tema de audiência pública no Supremo, em março, quando ministros da Corte e do governo se revezaram na defesa de uma maior regulamentação das redes sociais. Recentemente, a PGR também se manifestou, nos próprios recursos sobre o assunto, a favor de uma maior responsabilização das redes sociais que não removerem conteúdo ofensivo após alertadas.

A pressão por uma regulamentação maior das redes sociais aumentou ainda mais na esteira de ataques e ameaças a escolas brasileiras que foram anunciados e estimulados em plataformas como o Twitter.

As empresas se defendem afirmando que uma maior regulação deve desestimular investimentos para aprimorar as plataformas de redes sociais, bem como representa uma ameaça à liberdade de expressão.

Edição: Valéria Aguiar da Agencia Brasil

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Em Fortaleza descarte de entulho de obras e reformas exige plano e pode gerar multa

Durante a Operação Capital Limpa e Ordenada, a Agência de Fiscalização de Fortaleza (Agefis) tem intensificado a fiscalização a geradores de resíduos da construção civil, com foco no combate ao descarte irregular de entulho em vias públicas e na regularização de obras e reformas na cidade. Entre os principais documentos verificados pelas equipes está o Plano de Gerenciamento de Resíduos da Construção Civil (PGRCC), exigido pela legislação municipal. O PGRCC é obrigatório para construções, reformas, ampliações e demolições que gerem volume igual ou superior a 50 litros por dia de entulho, como restos de concreto, tijolos, cerâmica, madeira, gesso e materiais provenientes de movimentação de terra. O plano deve indicar como será feito o manejo desses resíduos, desde a separação e o armazenamento até o transporte e a destinação final adequada. O que deve constar no PGRCC - Tipo e volume estimado de resíduos gerados; - Fforma de acondicionamento e armazenamento; - Transporte por empresa ou ...

Prefeita de Chorozinho inicia pavimentação da Estrada do Cedro

  A Prefeita Célia Mainho, o vice prefeito Maicon Albano, a Deputada Estadual Jô Farias e os 11 vereadores de Chorozinho, lançaram hoje 21-04-2026, oficialmente início da obra de pavimentação asfáltica que vai cobrir a estrada que liga a sede do Distrito de Lagoa do Cedro até a Localidade de Lagoa do Cedro. Serão 60 mil m² de pavimentação. Com um investimento de mais 12 milhões de reais. Uma parceria do Governo do Ceará com o Governo de Chorozinho. #chorozinhoemdestaque #asfaltochegou